|



|
|
Como
você pode contribuir para inclusão da Pessoa Portadora
de Deficiência
|
Haja
com naturalidade. Geralmente as pessoas mudam seu comportamento
quando encontram uma pessoa com deficiência. Podemos
observar pessoas que por medo tratam a pessoa com deficiência
com indiferença ou fingem que não estão
ali. Um outro extremo é o tratamento exageradamente
gentil, superprotetor. A dica básica é
tratar a pessoa com deficiência como faria com
qualquer outra pessoa, ou seja, amável e com
objetividade.
Não
subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades
e vice-versa. As pessoas com deficiência têm
o direito, podem e querem tomar suas próprias
decisões e assumir a responsabilidade por suas
escolhas. Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda.
Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar.
Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo.não
se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois nem
sempre as pessoas com deficiência precisam de
auxílio. Às vezes, uma determinada atividade
pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Se
você não se sentir confortável ou
seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa
deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso,
seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.
As
pessoas com deficiência são pessoas como
você. Têm os mesmos direitos, os mesmos
sentimentos, os mesmos receios, os mesmos sonhos.
Você
não deve ter receio de fazer ou dizer alguma
coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo.
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
Pessoas com Deficiência Física
|
Se
a pessoa usar uma cadeira de rodas, é importante
saber que para uma pessoa sentada é incômodo
ficar olhando para cima por muito tempo, portanto, se
a conversa for demorar mais tempo do que alguns minutos,
lembre-se de sentar-se, se for possível, para
que você e ela fiquem com os olhos num mesmo nível.
A
cadeira de rodas (assim com as bengalas e muletas) é
parte do espaço corporal da pessoa, quase uma
extensão do seu próprio corpo. Agarrar
ou apoiar-se na cadeira de rodas é como agarrar
ou apoiar-se numa pessoa sentada numa cadeira comum.
Isso muitas vezes é simpático, se vocês
forem amigos, mas não deve ser feito se vocês
não se conhecem.
Nunca
movimente a cadeira de rodas, sem antes pedir permissão
para a pessoa. Empurrar uma pessoa em cadeira de rodas
não é como empurrar um carrinho de supermercado.
Quando estiver empurrando uma pessoa sentada numa cadeira
de rodas, e parar para conversar com alguém,
lembre-se de virar a cadeira de frente, para que a pessoa
também possa participar da conversa.
Se
você estiver acompanhando uma pessoa com deficiência
que anda devagar, com auxílio ou não de
aparelhos ou bengalas, procure acompanhar o passo dela.
Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas
à pessoa deficiente.
Se
achar que ela está em dificuldades, ofereça
ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve fazê-lo.
As pessoas têm suas técnicas pessoais para
subir escadas, por exemplo e, às vezes, uma tentativa
de ajuda inadequada pode até mesmo atrapalhar.
Outras vezes, a ajuda é essencial. Pergunte e
saberá como agir e não se ofenda se a
ajuda for recusada.
Se
você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência,
ofereça ajuda imediatamente. Mas nunca ajude
sem perguntar se e como deve fazê-lo.
Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas
quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou
qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa
com deficiência física.
Nunca
estacione numa vaga reservada para o estacionamento
de veículos conduzidos ou que conduzam pessoas
deficientes. Essas vagas, demarcadas com o símbolo
internacional de acesso (um símbolo de uma cadeira
de rodas pintado na cor branca sobre um fundo azul),
geralmente, são mais largas para permitir que
a pessoa se aproxime do veículo e possa fazer
a transferência da cadeira de rodas para o banco
do carro e vice-versa. Nunca estacione em guias rebaixadas,
nem sobre a calçada.
Se
a pessoa tiver dificuldade na fala e você não
compreender imediatamente o que ela está dizendo,
peça para que repita. Pessoas com dificuldades
desse tipo não se incomodam de repetir quantas
vezes seja necessário para que se façam
entender.
Não
se acanhe em usar palavras como “andar”
e “correr”. As pessoas com deficiência
física empregam naturalmente essas mesmas palavras.
Pessoas
com paralisia cerebral podem ter dificuldades para andar,
podem fazer movimentos involuntários com pernas
e braços. Geralmente, têm inteligência
normal ou, às vezes, até acima da média.
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
Pessoas
surdas ou com Deficiência Auditiva
|
Fale
diretamente com a pessoa, e não de lado ou atrás
dela.
Faça
com que a sua boca esteja bem visível. Gesticular
ou segurar algo em frente à boca torna impossível
a leitura labial. Usar bigode também atrapalha.
Quando
falar com uma pessoa surda, tente ficar num lugar iluminado.
Evite ficar contra a luz (de uma janela, por exemplo),
pois isso dificulta ver o seu rosto.
Seja
expressivo ao falar. Como as pessoas surdas não
podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que
indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou
seriedade, as expressões faciais, os gestos e
o movimento do seu corpo serão excelentes indicações
do que você quer dizer.
Enquanto
estiver conversando, mantenha sempre contato visual,
se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar
que a conversa terminou.
Se
for necessário, comunique-se com a pessoa surda
através de bilhetes. O importante é se
comunicar. O método não é tão
importante.
Quando
a pessoa surda estiver acompanhada de um intérprete,
dirija-se à pessoa surda, não ao intérprete. |
Clique aqui para fazer o download do alfabeto manual
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
Pessoas cegas ou com Deficiência Visual
|
Nem
sempre as pessoas cegas ou com deficiência visual
precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que estar
em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber
que você está falando com ela e ofereça
seu auxílio. Nunca ajude, sem perguntar antes
como deve fazê-lo.
Para
ajudar uma pessoa cega a sentar-se, você deve
guiá-la até a cadeira e colocar a mão
dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta
tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se
sozinha.
Algumas
pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto
quando conversam com pessoas cegas. A menos que a pessoa
tenha também uma deficiência auditiva que
justifique isso, não faz nem um sentido gritar.
Fale em tom de voz normal.
Por
mais tentador que seja acariciar um cão-guia,
lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade
de guiar um dono que não enxerga. O cão
nunca deve ser distraído do seu dever de guia.
As pessoas cegas ou com visão subnormal são
como você, só que não enxergam.
Trate-as com o mesmo respeito e consideração
que você trata todas as pessoas. Proporcione às
pessoas cegas as mesmas oportunidades que você
tem, de ter sucesso ou de falhar.
Fique
à vontade para usar palavras como “veja”
e “olhe”. As pessoas cegas usam-nas com
naturalidade. Quando for embora, avise sempre. A pessoa
cega depende fundamentalmente das informações
verbais.
|
Clique
aqui para fazer o download do alfabeto em Braille
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
Pessoas com Deficiência Mental
|
Você
deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com
deficiência mental. Dê atenção,
converse, e aprenda com elas. Não superproteja.
Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo
o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
Não
subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência
mental levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir
muitas habilidades intelectuais e sociais. As pessoas
com deficiência mental, geralmente, são
muito carinhosas.
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
Como
você deve comportar-se diante de um educando com
deficiência
|
Sabemos
que:
Os
professores não se sentem preparados para atender
adequadamente as necessidades daqueles educandos;
Porque
as crianças/jovens que não portam deficiência
não foram preparadas sobre como aceitar ou
como brincar com os colegas com deficiência
e chegam, por isso às vezes, a rejeitá-los;
Porque
os edifícios foram construídos para
pessoas sem deficiência;
Porque
muitos dos profissionais da escola se opõem
à inclusão destes alunos;
Porque
algumas famílias de criança/jovens que
não portam deficiência, temem que este
contato seja prejudicial a seus filhos;
Porque
os pais e familiares de crianças/jovens com
deficiência têm receio de que seu filho
tenha dificuldade no relacionamento interpessoal na
escola, preferindo mantê-lo em casa ou em instituições
especializadas;
Porque
o próprio portador de deficiência não
foi ensinado e encorajado a enfrentar o mundo e a
sociedade com confiança em si próprio;
não sabe que tem um lugar que é seu
e que as pessoas sem deficiência necessitam
da sua participação, pois mais ninguém
pode desempenhar o seu papel no grupo a que pertence.
Ele tem DIREITOS E DEVERES.
Sugerimos que:
Exponha as suas dificuldades, aos seus superiores
para alertar e melhorar as estruturas existentes;
mantendo a ética e o sigilo profissional, procure
informar-se ao máximo sobre os seguintes pontos:
A
deficiência da criança/jovem e as suas
possibilidades de participar nas atividades escolares
(aulas, recreações, etc...);
A
maneira como os familiares encaram a deficiência
e como o aluno com deficiência encara a sua
família;
A
reação da família à inclusão;
se os seus receios são transmitidos, normalmente,
ao portador de deficiência;
A
reação da criança/jovem com deficiência
perante a inclusão;
Os seus principais problemas, como pessoa
e como professor, na relação com esses
alunos são:
Dificuldades
na comunicação com eles;
Dificuldades
que apresentam no aprendizado dos conhecimentos necessários
ao seu progresso escolar.
A
missão do professor junto a estes alunos é
acima de tudo, criar um ambiente tal a sua volta que
lhes faça sentirem-se aceitos e os leve a participar
no grupo.
Procure
encontrar o melhor meio de facilitar-lhes a aprendizagem,
para possibilitar-lhes um desenvolvimento global equilibrado.
Refletindo sobre estes aspectos, a sua atuação
será mais eficiente:
Com
os adultos da escola;
Com
as crianças/jovens que não portam deficiência;
Com
as famílias da criança/jovem que porta
deficiência;
Com
as famílias das crianças/jovens que
não portam deficiência;
Consigo
mesmo e com as crianças/jovens com deficiência;
Isto permitirá que a criança/jovem
portadora de deficiência:
Sentindo-se
aceita, tenha a segurança necessária
para participar nas atividades;
Tendo
as facilidades necessárias, possa adquirir
toda a autonomia que é capaz;
Sendo
solicitada, possa desenvolver suas aptidões
e adquirir os conhecimentos que lhe são indispensáveis.
Lembre-se ainda que corre o risco de:
Superprotegê-la
ou abandona-la (procure saber o que ela pode fazer
e incentive-a a tomar iniciativa);
Faze-la
sentir quais as ajudas de que necessita e que devem
ser dadas, com naturalidade;
Marginalizá-la,
por não estar atento ao seu ritmo ou não
considerar a importância da sua localização
na sala de aula;
Traumatizá-la,
por não considerar a importância da sua
participação nos jogos coletivos, nos
recreios e nas atividades da sala de aula.
|
| ...........................................................................................................
[topo] |
|
|
|
|